quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Homenagem ao amigo



Mais uma semana, mais um post e uma lamentável baixa em nosso glorioso grupo de trabalho. Um querido e ilustre membro partiu para um novo desafio, não estagiando diga-se de passagem, mas num emprego efetivo.

Fica aqui a torcida pelo seu sucesso assim como a expectativa que encontre em breve uma colocação na área que escolhemos para atuar.

É de fato bem disputada e todos querem um lugar ao sol mas nós contamos com um componente que de repente pode ser um diferencial, a fibra daqueles que estão acostumados ao revés. Sim, torcer por Corinthians e Palmeiras ultimamente é um sinal de fibra, um “algo mais” que nos põe em pé de igualdade com nossos concorrentes pela vida afora.

Talvez não tenhamos o preparo da concorrência e nem contemos com seu pistolão mas nossas almas foram forjadas ao longo dos últimos anos com o duro chumbo das provações e humilhações futebolísticas.

Ainda nos encontraremos se não pelas cadeiras da faculdade, certamente pelos campos desse Brasil cobrindo as glórias e mazelas de nossos clubes de coração.
Força sempre amigo e até breve.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Universidades e estágios : parceria de sucesso

Incentivar os alunos a praticarem atividades complementares ao seu currículo universitário é dever da instituição de ensino. A atitude resulta, na maioria dos casos, em um processo melhor de graduação desses universitários que estarão mais capacitados para o mercado de trabalho.

Muitas universidades oferecem cursos e programas de estágio para os alunos. Criam agências experimentais, veículos sérios de comunicação e outros programas acadêmicos. Nesses ambientes, é possível estabelecer uma situação quase que idêntica às quais os universitários irão encontrar em seus futuros empregos, estipulando tarefas, projetos, prazos e tendo ligação direta com os clientes.

Aumentando ainda mais a lista de benefícios dessas atividades, pode-se enaltecer o fato de que o aluno estará o tempo todo dentro da universidade. Assim, poderá aprender na prática quase que em tempo integral. Além da experiência registrada no currículo, os alunos ganham preparação adequada para enfrentar bons candidatos em entrevistas de emprego e a faculdade fica com o reconhecimento e gratidão dos futuros profissionais.


Fonte: Central de Estágios Universidade Metodista de São Paulo

Até onde vai nossa resposabilidade social?

O melhor se de ser estagiário é sentir-se o profissional: o jornalista.
O estágio promove contato direto e real com a área escolhida, tem-se na prática o que é aprendido na teoria na faculdade e tira-se a prova se essa é realmente a profissão que se deseja seguir pelo resto da vida.
Antecipa ao aluno dificuldades que encontrará quando se formar e o defronta com questões éticas e ideológicas tão presentes na profissão. E o faz parar, na marra, para pensar no papel da imprensa na vida das pessoas, tanto daquelas entrevistadas quanto daquelas que vislumbrarão o produto final do trabalho,seja lendo-o, assistindo-o ou ouvindo-o. É uma verdadeira prova de fogo. Superando-a, as chances são enormes em permanecer na área de jornalismo. Ou de abandoná-la de uma vez.
Uma menina de São Caetano de apenas seis anos recebeu um transplante de coração de uma criança, vítima de bala perdida, de 12 anos, na última sexta-feira. A situação trágica atraiu diversos veículos de comunicação. O caso ganhou a mídia nacional: Globo, SBT, TV Record.
Ao contatar a mãe da menina, ela não escondeu a mágoa, mas, sem dúvida, o sentimento foi diminuído diante da felicidade do renascimento de sua filha. “Quando precisávamos da mídia para divulgar a campanha nacional de doação de órgãos, ninguém se propôs a defender a nossa causa. Agora, que já conseguimos, dei mais de quatro entrevistas apenas hoje.”
Somos abutres atrás de carniça? Assim me senti na hora. Se a menina tivesse morrido, o que aconteceria em questão de semanas ou meses, culparia em parte o descaso da imprensa.
O jornalista possui uma forte responsabilidade social e deve lutar junto com o veículo onde trabalha para executá-la. Claro que não são todas as mazelas e necessidades da sociedade que serão divulgadas pela imprensa e, quiçá, resolvidas por ela. Mas o jornalista deve se lembrar, em meio a busca muitas vezes insana por pautas quentes e furos jornalísticos, do seu comprometimento com a população. Mais que isso: com a sua consciência.
Se fosse a sua filha que precisasse de um transplante, não daria um jeito de o caso atingir a mídia? Tenho certeza que sim.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

E quando não dá para estagiar?!


Dependendo da carreira, muitas são as vagas de estágio disponíveis. Mas... e quando não se atende a todas os requisitos básicos para a vaga? Inglês fluente, espanhol avançado, domínio em Corel e Photoshop, previsão de conclusão de curso em no máximo um ano, experiência anterior de pelo menos dois anos...
E quando 24 horas num dia não são suficientes? É o caso da estudante de arquitetura Thaís Martins, 19. Thaís cursa o quarto semestre da FAU-USP e seu curso é integral. "Claro que nesse meio tempo há o horário de almoço [rs]. Mas, de qualquer forma, não tenho tempo para estagiar. E também não avalio isso como uma das minhas prioridades. O que posso fazer é trancar a faculdade mais pra frente para estagiar por um ano", conclui a estudante.
É, meus caros. Falta de tempo e oportunidade é culpa da correria do mundo moderno, da selva da globalização na qual todos somos presas. Mas... e a felicidade?!
Agora cabe um desabafo pessoal. Não adianta sair procurando estágio feito um louco. Tem muitas coisas a serem pesadas: relação custo x benefício, aprendizado, remuneração. Mais do que tudo isso: a relação obrigação x felicidade. Há o tempo certo para tudo. Inclusive para encontrar alguma coisa que satisfaça o nosso eu. Confesso que tive medo de não gostar do meu estágio por talvez ter espírito de vagabunda. Mas descobri que não é nada disso. Se algo não te agrada, pare e reflita: realmente vale a pena?

domingo, 23 de setembro de 2007

O ultimato


Quem me viu, quem me vê.
Semana retrasada eu postava um texto sobre o tema trabalho. O qual, naquele dia, eu não tinha.
Pois é, as coisas correm e a gente não pode ficar pra trás. Hoje, duas semanas depois, estou empregado. Não posso negar, não era o que eu queria. A situação está difícil pra todo mundo, e sem alternativas, prestes a me afogar na minha própria falta de dinheiro, fui atrás de algo que me sustentasse por algum tempo. E consegui. Vou trabalhar como auxiliar administrativo em uma empresa que fornece alimentos para escolas públicas do estado de SP. Na semana retrasada, eu não tinha conta no banco, mas agora tenho. E agora, todo dia 15 vou ter dinheiro nela. EXCELENTE!
Porém, nem tudo é como a gente planeja. Por conta desse meu novo emprego, terei de deixar a faculdade, pelo menos o período da manhã. Espero conseguir uma vaguinha no noturno e não perder meio semestre.
Mas é isso aí pessoal. A gente deve procurar um emprego que nos agrade. Fazer o que nos dá prazer é maravilhoso, fazemos com gosto e acima de tudo, fazemos com muita vontade e é divertido pra gente.
Mas caso a situação na sua casa fique apertada, como na minha, não se limite a procurar apenas o que lhe agrada. Seja conivente com a situação e apenas procure trabalho, ajude seus pais, ajuda sua família, se ajude. Procure bem, porque quem procura....acha!

Fico por aqui, no meu último post nesse blog.
Obrigado a todos.
Até mais ver!

sábado, 22 de setembro de 2007

Piadinha pra descontrair


O presidente de uma grande empresa, sentado em sua enorme sala sem absolutamente nada para fazer, começa a pensar sobre o que é trabalho e o que é lazer em seu dia.

Após uma enorme lista de diversões, ele chegou na hora em que dorme com sua esposa, com a qual já está casado há 15 anos. Sem conseguir concluir ao certo se dormir com sua esposa é trabalho ou prazer, ele chama o vice-presidente em sua sala.
Um pouco menos desocupado, o vice pára de ler as reportagens sobre a empresa que haviam sido publicadas no jornal e vai até a sala do presidente que lhe pergunta:
-Dormir com minha esposa é trabalho ou prazer?

O vice pensa alguns segundos e, incerto da resposta, pede duas horas para responder. Volta para sua sala, chama o diretor geral da empresa e faz a mesma pergunta:
- Quando o presidente dorme com a mulher dele é trabalho ou prazer?

Dá ao diretor geral o prazo de uma hora para responder. Imediatamente o diretor geral, mesmo sem nada para fazer, delega a função para ao diretor jurídico que passa a pergunta para o advogado sênior e assim vai até chegar no advogado júnior que se formou há seis meses e não produziu nada até agora. Assim como o resto da empresa o advogado júnior fica na dúvida e vai até a
mesa de seu estagiário:
- Você tem cinco minutos para descobrir se quando o presidente dorme com a mulher dele é trabalho ou prazer.
O estagiário então, sem parar de digitar com a mão direita e separar uma pilha de
documentos com a mão esquerda, olha para o advogado júnior por cima das milhares de pastas que estão em sua mesa e responde:

- É prazer.

Espantado com a rapidez e confiança da resposta do estagiário o advogado júnior pergunta:
- Mas como você tem tanta segurança em sua resposta?
Ainda sem parar de trabalhar o estagiário responde:
-Porque se fosse trabalho era eu quem ia fazer...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Luiz Ignácio e os Picaretas


Bem, hoje finalmente conseguirei postar na data correta. Estive vendo a repercussão sobre os últimos textos e achei super bacana as discussões que suscitaram entre algumas pessoas que leram. Pena a maioria ter resolvido falar pessoalmente ao invés de postar no blog.
Aquele lance sobre as dicas de sobrevivência do estagiário foram positivas pra fazer alguns pensarem mais no seu próprio bem estar.
Quando pensamos que vivemos num país onde o presidente do senado consegue sua absolvição graças à conivência da maioria mínima dos seus pares, fica um amargo gosto da boca.
Porque não há outro sentimento que possa brotar das entranhas do povo que não a indignação. Mesmo essa de tão usada já está ficando batida, gasta. Paga-se mal à maioria dos trabalhadores do país (incluindo ai nossos queridos e bravos estagiários) ao ponto que uma elite mandatária segue com seus desmandos e salários astronômicos. Junte-se a isso a semana reduzida de trabalho e temos então um retrato fiel das mazelas da nossa querida patriazinha.
Até quando ficaremos nesse chove-não-molha? Somos maiores do que nos fazem sentir os ilustres picaretas da esplanada.